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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Vamos cozinhar em família...


Este ano, devido à situação de pandemia, decidimos não realizar atividades de culinária.

Mas levámos para casa uma proposta /receita de Muffins de maçã!

Também fizemos os nossos chapéus de cozinheiro.


 Decorados com muitas frutas e legumes à nossa escolha.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Direito a Brincar ...



1. As crianças têm direito a brincar todos os dias.
Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.

2. As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos as deveres.
As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.


3. As crianças têm direito a unir brincar com aprender.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fabula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!


4. As crianças têm direito a não saber brincar.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.


5. As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.


6. As crianças têm o direito a desarrumar todos os brinquedos.
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.


7. As crianças têm direito a brincar para sempre.
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar.

Eduardo Sá

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Árvore de Natal



Com os colegas do 1º ciclo construímos uma Árvore de Natal com muitos pompons coloridos!  A nossa árvore vai estar na cidade das Caldas da Rainha e participar na Exposição/Concurso de Árvores de Natal organizada pela AAACRO. Visitem-na!

 
Cosemos a serapilheira com lã .
Usámos a lã para fazer pompons.

Fizemos muitos pompons. 
Em casa a nossa família ajudou a fazer pompons... Contámos e eram 62!

Todos ajudaram a pintar a Árvore de Natal.

Decorámos a árvore com os pompons de muitas cores e tamanhos. 


Fizemos uma estrela para a árvore. 
Enfeitámos a estrelinha com muitas purpurinas, para ela brilhar muito!
A nossa estrela deseja PAZ a todas as pessoas do Mundo!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Só para Pais...

COMO SOBREVIVER AOS PRIMEIROS DIAS NO JARDIM DE INFÂNCIA

1 - "Proibido insultar o jardim de infância chamando-lhe “escolinha”. Em primeiro lugar, porque é uma escola. Em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem brincar com aprender. 

2 - É proibido que os pais imaginem que o jardim de infância serve para aprender a ler e a contar. Ele é útil para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã, ao chegar. 

3 - O jardim de infância assusta as crianças sempre que os pais – como quem sossega nelas os medos deles por mais um dia de jardim de infância – lhes repetem: “hoje vai tudo correr bem!” 

4 - Os pais estão proibidos de despedir-se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se agarrarem ao pescoço deles, como se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre. 

5 - É proibido que as crianças vão dia sim dia não ao jardim de infância. E que vão, simplesmente quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão “só porque sim”. O jardim de infância não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo tempo. 

6 - No jardim de infância (...) não é nada mau que uma criança se baralhe e chame mãe à educadora (ou vice-versa). 

7 - Os pais estão obrigados a chegar a horas quando se trata de uma criança regressar a casa. Prometer e faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos a repreensão.

8 - Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim de infância. Mas estão autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até, mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim de infância só se abra para eles durante as festas. 

9 - O jardim de infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um jardim de infância. 

10 - Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins de infância!"


Artigo sobre a integração no Jardim de Infância, escrito pelo professor Eduardo Sá e publicado na revista Educação de Infância nº 19